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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

Excesso de emprego

Já não se sabe o que é mais rápido. Se o crescimento do desemprego, se a velocidade à qual o Governo passa pessoas à categoria de empregados. Mas não através dos 150 mil novos postos prometidos e jamais vistos.<br/><br/>

Joana Amaral Dias 23 de Maio de 2009 às 00:30

Em Abril, o desemprego registado foi o mais elevado em 35 anos. Porém, a realidade é bem pior e o Executivo prefere ludibriar o maior problema do País do que o resolver. Há instituições com diferentes informações e as contas pecam por defeito, excluindo quem procura primeiro emprego ou os sem-subsídio: desempregados de longa duração e os crescentes recibos verdes. Uns são eclipsados quando entram em formação, outros porque falharam uma convocatória. Vale tudo. Até riscar desempregados das estatísticas. Magia. Tantos a tentar resolver a falta de trabalho e, afinal, é fácil. Basta carregar numa tecla. Mais: soube-se de outros apagões, corrigidos após a divulgação do que convinha. Aqui não há lapso. Há gato. E devia haver uma auditoria.

Em Março varreu-se 42 mil pessoas sem emprego. No mês seguinte 53 mil. Em Outubro, a esta taxa, existirão menos 581 mil desempregados no papel. Subtraindo os actuais 491 mil, o saldo é positivo. Sócrates chegará às eleições com emprego a mais. Seremos um ‘case study’ mundial. Como de costume, pelos piores motivos.

 

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