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Correio da Manhã

Opinião
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5 de Novembro de 2006 às 00:00
O ‘Exclusivo’ jaz morto e arrefece. Parece que ainda foi ontem que a SIC anunciou esse regresso, tão bem ‘vendido’, de Bárbara Guimarães ao horário nobre – ao lado de Ricardo Pereira, e já está a chegar a hora do adeus. Pois bem, entre o dia da grande estreia (2 de Setembro) e o programa de ontem voaram apenas dois meses.
O suficiente para fazer oito emissões e perceber que nem o formato é assim tão interessante, nem a SIC tem, afinal de contas, um universo de estrelas que lhe permita oferecer vida longa a um produto puramente de autopromoção.
O programa ontem exibido foi o penúltimo e, não acontecendo nenhuma surpresa de última hora, o ‘Exclusivo’ chega ao fim no próximo sábado, dia 11. E irá acabar com Herman José (salvo seja!). Dos oito programas transmitidos até ontem (só no sábado, 7 de Outubro, não houve emissão – porque esse foi o dia da Parada SIC, 14 anos), o ‘share’ do ‘Exclusivo’ andou entre os 33,7 da estreia e os 19,7 (30 de Setembro).
O excelente resultado no arranque ficou a dever-se, naturalmente, à presença de Luciana Abreu, convidada especialíssima para a abertura (nem podia ser de outra forma). Depois, com Francisco Penim, Fátima Lopes, Patrícia Tavares, entre outros, os números andaram sempre ligeiramente acima dos 20 pontos de ‘share’.
Ou seja, excluindo o primeiro ‘Floriprograma’, daí para cá ‘Exclusivo’ passou a ser um peso morto na grelha da estação, fazendo sempre abaixo daquilo que era, ou foi, a média da SIC durante esses sábados. Um projecto, portanto, que claramente penalizava as contas do canal.
Terminando na próxima semana, ‘Exclusivo’ não resiste mais do que dez semanas – dez emissões, apenas, de um programa que não ficará na história e que, por certo, daqui a dois ou três meses já não ninguém se lembra que existiu. O que fica provado, então, com este meteórico ‘Exclusivo’?
Algumas coisas. Uma delas é que a SIC tem hoje poucas ‘estrelas’ – e mesmo assim alguém fez o favor de considerar o director, Francisco Penim, como tal, ao ponto de ter sido ele o convidado do segundo programa (o ‘share’ não mente e da primeira para a segunda semana o tombo foi dos 33 para 24...). Depois, por melhor intencionada que a ideia fosse, o tempo rapidamente mostrou um claro deserto de ideias.
Por fim, é evidente que esta Bárbara não é a de outros tempos. E quem pensava que os portugueses estavam a morrer de saudades dela enganou-se bem. De todo. Ricardo Pereira, por mais simpatia genuína que carregue, não nasceu para apresentar programas. Tem condições para vir a ser um excelente actor, é verdade, mas aqui estava mesmo noutra ‘praia’. Em suma: ‘Exclusivo’ é mais um falhanço da gestão Penim. l
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