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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Agosto de 2004 às 00:49
Em Atenas, a recordista mundial da maratona desistiu, o que raramente aconteceu na sua longa carreira. Foi pena, já não ganhou o chorudo prémio correspondente à medalha de ouro. Com esse dinheiro, Radcliffe continuaria, decerto, a ajudar a formar novos atletas. Se o campeão europeu de 2001 dos 5000 metros, Mohamed Farah, vai hoje de carro para os treinos, deve-o à campeã inglesa: foi ela quem lhe pagou a carta de condução. O campeão sub-23 da mesma distância, Chris Thompson, também melhorou as suas condições de treino graças a Radcliffe: recebeu um cheque de 10.000 libras. A ela não lhe chega ganhar diante das câmaras, gosta de fazê-lo longe delas, influenciando jovens europeias como Dani Barnes, Charllotte Moore ou Gemma Simpson a acreditar que é possível bater a hegemonia das africanas nas provas de fundo.
Francis Obikwelu tem este desafio à sua frente desde domingo. E não precisa de dar dinheiro para ser um campeão total, basta esforçar-se por ser um modelo para os jovens portugueses e incentivá-los à prática do desporto: seja ele o atletismo de velocidade, o badminton ou a aeróbica. O importante é que façam desporto.
Se quiser ir além da histórica medalha de prata, Obikwelu tem a primeira oportunidade já no início do próximo ano lectivo - esperemos que tenha a ajuda de quem a deve dar - com o arranque do projecto “Mega Sprint”, cujo objectivo é descobrir velocistas nas escolas de Portugal.
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