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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Setembro de 2009 às 00:30

Uns afirmam que foi devido ao facto de a GNR ter ficado nos quartéis a guardar os restos do velho regime, outros argumentam que os polícias do trânsito também fizeram parte dessa mole humana nas ruas deste Portugal sempre adiado. Passados 35 anos, com uma GNR integrada no regime democrático e garante dos nossos direitos, liberdades e garantias, passaram-se multas e apreenderam-se viaturas de um cortejo eleitoral, numa aplicação meramente formal do Código da Estrada.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária decidiu que a liberdade é um valor superior ao Código da Estrada e que, em período eleitoral, devem prevalecer as liberdades de expressão e informação. Concordo com a defesa das liberdades, discordo do seu valor superior apenas parecer existir em período eleitoral. Não concordo com apreensões de livros nem com proibições de expressão escrita ou oral, em clara violação da Constituição, nem com o silêncio da maior parte dos partidos políticos, porque o exercício da liberdade não se reduz às agendas eleitorais nem se limita por períodos. O exercício da Liberdade não é privilégio dos partidos políticos, é um bem comum.

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