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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Dezembro de 2009 às 00:30

Há poucos dias conheci um jovem português, condenado a prisão perpétua por um tribunal inglês, com base num único e falso indício. A aparente facilidade com que se condena um estrangeiro no Reino Unido contrasta com as exigências socráticas e alguns arquivamentos de processos-crime em Portugal.

A conclusão é simples: em Portugal, ao contrário do Reino Unido, exige-se mais. Ou melhor, teme-se o suspeito estrangeiro e se for poderoso o arquivamento é sempre uma escapatória legal e um bálsamo para almas tementes. O abandono por parte do Governo português, de que aquele cidadão foi alvo, demonstra o desprezo a que estamos sujeitos quando se entra em rota de colisão com o sistema policial e de justiça de uma grande potência.

Os interesses do Estado português não abrangem a defesa dos seus cidadãos, deixando-os sozinhos e desamparados. Sem o apoio que se exigia, o jovem português conseguiu provar a sua inocência e hoje luta pela indemnização dos danos que sofreu com o tempo que passou num cárcere britânico. Continua sem o apoio do Governo.

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