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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

Faces Ocultas

O ministro da Justiça fez ontem prova de vida. Para quem só teve de gerir uma herança caótica e conflitos na própria equipa, Alberto Martins apresentou medidas que não são em si muito significativas mas que procuram sobretudo produzir um facto político: o Governo não está atolado na sua própria paralisia e vai trabalhando. A verdade é que nada disso tolhe dois sentimentos profundamente enraizados na opinião pública: a Justiça não está organizada nem para servir o público nem a economia e trata os portugueses de forma desigual. <br/><br/>

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 18 de Fevereiro de 2011 às 00:30

Ontem também, ironicamente, o advogado Carlos Pinto de Abreu pôs o dedo na ferida ao falar de um "simulacro" de Justiça e das "faces ocultas dos tribunais", numa alusão à destruição de escutas e à "redução de despachos a cinzas". Uma crítica com destinatários certos e ditos no tribunal: o procurador-geral da República e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

Na verdade, todas as medidas que um qualquer governo possa tomar não dissiparão tão cedo os prejuízos causados à imagem e ao prestígio da Justiça pela forma como foi liminarmente impedida a investigação do negócio PT-TVI. Não dissiparão a ideia de que por causa de José Sócrates as faces ocultas dos tribunais construíram um verdadeiro golpe de Estado tendo a lei como arma.

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