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Correio da Manhã

Opinião
20 de Agosto de 2010 às 00:30

O BE observa o xadrez, cada vez mais assustado com a hipótese de uma alteração de calendário que atire o PS para a concorrência na oposição, sobretudo antes de passar as presidenciais abrigado pelo apoio de Louçã a Alegre. O PS divide as férias políticas com o governo. E as férias da campanha presidencial com o BE.

A iniciativa da rentrée ficou assim entregue aos partidos aspirantes à alternância de direita que bem precisavam de palco para saírem da canícula. O PSD porque se tinha metido no beco absurdo de um confuso projecto de alteração constitucional antes de ir para banhos. O CDS porque perdera, nos últimos meses, o vigor dos lisonjeiros resultados eleitorais. Regressaram ambos mais cedo de férias. Passos Coelho, para defrontar Sócrates em tempo útil, precisa de um Cavaco Silva activo, coisa que se não vislumbra até 9 de Setembro. Paulo Portas, para repetir o número perverso do adiamento do Código Contributivo com que ensarilhou as contas da Segurança Social o ano passado, precisa de uma esquerda parlamentar cega. Falsa partida na rentrée, pois.

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