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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Julho de 2010 às 00:30

Os móveis produzidos nesta região comparam-se com o que de melhor em design e qualidade é feito em Itália, em França ou em Espanha. As empresas de Paços de Ferreira encontram-se preparadas, do ponto de vista tecnológico, com as mais evoluídas máquinas que existem. Tal como asseguram que a experiência acumulada dos homens desta região no trabalhar da madeira não se perca. Foi, aliás, esta característica que fez de Paços de Ferreira a Capital do Móvel.

No entanto, se a Capital do Móvel é sobejamente conhecida em Portugal e na Galiza, fruto dos muitos investimentos que já foram realizados, incluindo os efectuados pela Associação Empresarial de Paços de Ferreira, falta ainda ao mobiliário português resolver um problema fundamental para a afirmação internacional.

À semelhança do País, o mobiliário português não tem marca, não tem uma identidade comum e não tem marketing que o promova, divulgue e torne mais apelativo aos olhos dos consumidores internacionais. Sem este pormenor, os móveis portugueses dificilmente conseguirão o volume de vendas que merecem nos principais mercados mundiais. Por outro lado, 90 por cento da produção provém de micro e pequenas empresas, sem dimensão suficiente para o fazer isoladamente. Daqui se depreende outra limitação das firmas portuguesas: a falta de cooperação através do associativismo. Se, a título de mero exemplo, 10 empresas se juntassem entretanto em torno de uma dada marca comum, seria muito mais fácil comunicar essa imagem única e investir nos grandes mercados. Um gesto simples, de união, que poderia trazer muitos frutos aos envolvidos.

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