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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Janeiro de 2010 às 18:00

O fantasma do conde, que andava sossegadinho com o Conselho Superior das Obras Públicas, não gostou nada da mudança e as desgraças começaram. Ferreira do Amaral espatifou--se com as portagens da ponte 25 de Abril, o ministro Henrique Constantino morreu, Murteira Nabo demitiu--se por causa da sisa, João Cravinho teve o caso de corrupção na JAE, Jorge Coelho viu o Terreiro do Paço ir ao fundo e a queda da ponte de Entre-os-Rios, Mário Lino chocou com o deserto da Margem Sul e o jamais sobre o aeroporto em Alcochete. Só desgraças provocadas pelo fantasma do conde, que manifestamente não gosta de homens no seu palácio.

Agora chegou a vez de António Mendonça. Só um homem dominado pelo fantasma é capaz de dizer o que disse sobre o TGV. Que Lisboa ia ser a praia de Madrid, óptima para a prática de novos desportos, como o surf, e que os industriais da palha, que a transportavam em carroças, também protestaram com o comboio. Correio Indiscreto sabe que Mendonça já mandou chamar uma equipa de caça-fantasmas.

AMBIENTE I: PÁSSARO SÓ BEBE ÁGUA DA TORNEIRA

A nova ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, tem andado longe dos holofotes. Mas a sua acção na rua do Século já tem algumas marcas muito significativas. Uma delas tem a ver com a água. A ministra chegou, viu e proibiu o uso de água engarrafada no Ministério. Nada. Nem garrafinhas, nem máquinas com água fresquinha. E a ordem é universal. Nas reuniões só há água da EPAL, isto é, da torneira. Ninguém sabe é se é uma medida de contenção de despesas ou de natureza ambiental.

AMBIENTE II: PAPELINHO SÓ RECICLADO

Mas as novidades de Dulce Pássaro no Ministério do Ambiente não se ficam pela água. A ministra proibiu o uso de todo o tipo de papel que não seja reciclado. E para mostrar que é uma grande amiga da Natureza e das árvores, ordenou que os papéis têm obrigatoriamente de ser impressos dos dois lados.

MISTÉRIO NO GOVERNO: SILVA PEREIRA DESAPARECIDO

Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, anda completamente desaparecido. Ninguém dá por ele. Só aparece no finais dos Conselhos de Ministros. No resto do tempo ninguém sabe dele. Um mistério que pode ser desvendado a muito curto prazo. E nos bastidores do Governo e do pequeno círculo de Sócrates já se fala numa zanga muito séria de Silva Pereira com o seu até há pouco tempo grande amigo. Um ministro influente já o trata mesmo como ‘Pedro, o desaparecido’.

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