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Correio da Manhã

Opinião
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15 de Junho de 2006 às 00:00
Na Alemanha, sim, essa, a dos motores Mercedes, as bandeiras não só estão às janelas como à porta dos supermercados, à mesa dos cafés (o toalhete é verde e desenhado em campo de futebol, mas há sempre um copinho com bandeira alemã)...
A Alemanha, essa, a da Faculdade de Filosofia de Heidelberg, até tem papel higiénico com a Teamgeist (a bola que se chama ‘Espírito de equipa’), estampada folha a folha. Mas voltando às bandeiras, o poiso delas preferido é tremulando nos automóveis. A mania deu polémica quando os carros da Polícia começaram também a hasteá-la.
O chefe da Polícia de Berlim aconselhou os guardas a pôr a bandeira no coração e não nos BMW verdes da Polizei. É que o nacionalismo exacerbado na Alemanha evoca sempre fantasmas... Um cronista no ‘Der Spiegel’, que defende que é tempo de a Alemanha voltar a ter amor próprio, pediu “apoio incondicional do povo alemão à selecção”.
No ‘Sueddeutsche Zeitung’, outro cronista respondeu: “E que tal pedir a capitulação completa da selecção polaca?” Ontem, Junho de 2006, jogou-se o Alemanha-Polónia. Mas o piscar de olho era para outro Alemanha-Polónia, em Setembro de 1939, jogo que começou a II Guerra Mundial.
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