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Correio da Manhã

Opinião
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Leonardo Ralha

Fardo da arte dos brancos

Há algo de podre no processo que visa proibir a venda na Bélgica do clássico da banda desenhada ‘Tintin no Congo’, alegando que a obra lançada em 1931 por Hergé tem conteúdo racista e faz a apologia do colonialismo.

Leonardo Ralha 2 de Outubro de 2011 às 01:00

‘Tintin no Congo’ é, de facto, muito racista quando descreve a população da então colónia belga. Da mesma forma que o filme nacional ‘Chaimite’ (1953) quase reduz a caricatura o moçambicano Gungunhana. Ambos são fruto de uma era e, para desgosto de adeptos da censura politicamente correcta, não podem ser apagados.

Pretender fazê-lo é tão tacanho quanto a tentativa de alterar a ópera ‘Porgy and Bess’ para que as personagens negras passassem a usar inglês perfeito. Como se ‘Bess, you is my Woman Now’ não fosse uma das mais belas canções de amor mesmo com erros de gramática...

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