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Correio da Manhã

Opinião
3 de Setembro de 2003 às 00:23
A muito pouco tempo da inauguração dos novos estádios e da competição propriamente dita do Euro’2004 ninguém poderia ambicionar uma viragem completa dos 'usos e costumes' da mais importante prova futebolística cá do burgo mas é, no mínimo, preocupante, a avaliar por aquilo que (não) se viu, ontem, nas Antas, que não se ache, neste começo de época, eu já não diria uma vontade indómita de requalificar o espectáculo, no sentido de lhe acrescentar mais jogo e menos faltas, um sinal de erradicação daquilo que a nossa SuperLiga mais reflecte dentro das quatro linhas, recorrentemente nos 'derbies' e nos 'clássicos', isto é, fraca intenção para... recuperar o futebol na sua expressão mais bela e simples.
Um FC Porto a meio gás chegou para 'cilindrar' um Sporting mínimo, quase invisível, completamente 'encolhido' no seu '4x3x3 passivo', ambicioso no papel mas adinâmico e assustado sobre o terreno.
Um polegar de Mourinho chegou para uma mão de Fernando Santos, que demorou uma eternidade para responder à anunciada e cedo confirmada supremacia dos campeões nacionais. Não foi outra vez necessário um Deco genial; não foi outra vez necessária a expressividade da 'pressão alta' do FC Porto. Bastou um 'leão' baixo. Baixo na estatura, baixo na classe, baixo na inspiração, baixo na ambição. Foi essa falta de altura (em centímetros mas também em personalidade) que fez parecer o FC Porto gigante. O Sporting pagou as favas dos seus próprios desequilíbrios. As ervilhas de Fernando Santos nunca cresceram e rolaram no relvado das Antas como minúsculas gotículas de talento.
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