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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Pereira Coutinho

Faz de conta

José Sócrates perdeu a maioria absoluta. Sobra--lhe a certeza absoluta: diga o que disser, a oposição não está interessada em suicidar-se, abatendo em peso um governo recentemente eleito. A situação, de uma hipocrisia salvífica, permite um equilíbrio de farsa onde todos cumprem o seu papel.

João Pereira Coutinho 6 de Novembro de 2009 às 00:30

O engº Sócrates, com voz grossa e decidida, retoma o programa eleitoral, apresenta-o no Parlamento e, lamentando a ausência de parceiros, atira um ‘deixem-nos trabalhar’ pungente e solitário. A oposição não se assusta com o tom e acusa o governo de falsos convites, falsos diálogos. E de um velho autoritarismo. A ‘discussão’ do programa não foi uma ‘discussão’; foi um número de teatro a que todos deram o seu calculado contributo. Só com o tempo, e a crise, e a necessidade de negociação dura, as máscaras de hoje vão cair uma a uma.

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