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Correio da Manhã

Opinião
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João Pereira Coutinho

Felicidades

'Dinheiro não traz felicidade; mas paga tudo o que ela gasta.' Assim falava Millôr Fernandes. Há quem discorde. O rei do Butão, por exemplo. Há uns anos, Sua Majestade resolveu ‘quantificar’ a felicidade do seu povo. Ideia simpática: a criação de riqueza não esgota a conversa sobre o desenvolvimento. É preciso medir coisas menos tangíveis, como a ocupação dos tempos livres, a saúde psíquica da população, etc. etc.<br/><br/>

João Pereira Coutinho 20 de Maio de 2012 às 01:00

Foi assim que o Butão, um caso singular de atraso económico, se converteu na nação mais ‘feliz’ do mundo. Um fenómeno que o deputado Luís Leite Ramos, do PSD, espera ver agora em Portugal: se o nosso PIB é uma miséria, porque não mudar as regras do jogo e desatar a medir a ‘felicidade’?

Eu, por mim, acho óptimo. Mas aviso desde já o deputado para conclusões indigestas. Como, por exemplo, a possibilidade do estado mental do país ser pior do que o seu PIB. Não é fácil, eu sei. Mas, atendendo ao nosso historial de humores, não ponho as mãos no fogo.

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