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Correio da Manhã

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Magalhães e Silva

Feliz crise?

Na liturgia católica de sábado de aleluia, acende-se um círio, o círio pascal, símbolo da luz de Cristo, de que um diácono faz o elogio; e porque se vai celebrar a Redenção do pecado original, operada por Cristo, prestes a ressuscitar, entoa-se: "Ó feliz culpa, que nos mereceste tal e tão grande salvador!".

Magalhães e Silva 14 de Julho de 2013 às 01:00

Esmagados pelo peso das condições que a Europa nos está a impor, responsáveis pelo estrondoso falhanço, da troika e do Governo, que Gaspar detalhou na sua carta de demissão; esganados por um grau de austeridade que nem sequer serve os interesses dos credores, já não há quem não esteja convertido à indispensabilidade de se negociarem novas metas, novos prazos, novas taxas, novas maturidades.

E é por isso que o acordo proposto por Cavaco só faz sentido se os seus subscritores, antes de assinarem qualquer compromisso, se sentarem à mesa com a Comissão Europeia, o BCE e o FMI – e não aqueles funcionários que vêm às avaliações – e negociarem um novo acordo.

Se for assim, então "Ó feliz crise, que nos mereceste tal e tão festejada negociação".

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