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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Abril de 2006 às 00:00
Quatro adolescentes (14, 15 anos, julgo) falavam entre si. Não como sempre falaram os alunos, à socapa. Não. Eles conversavam em tom e com todo o tempo do mundo como, na mesa vizinha, dois meus companheiros de café discutiam o penálti roubado ao Sporting.
Um dos garotos tinha um boné colorido enfiado na cabeça – devia ser da religião dos tolos com boné colorido dos últimos dias. Aparentemente aquela escola era tolerante, não reprimia os sinais religiosos ostensivos. Aliás, não reprimia coisa nenhuma: a professora deixou a conversa arrastar-se.
A série, concluí, é mesmo educativa. Educa-nos a fazer figas para aquilo não se passar nas salas de aula portuguesas.
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