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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Férias e emprego

O sufoco das férias deste ano não é coisa de mais ou menos calor. O grande problema é uma corrida contra a crise: que mais sacrifícios serão ainda necessários para ultrapassar a crise económica e financeira que atinge Portugal de forma grave? Como se conseguem estancar as vagas de desemprego provocadas pela recessão?<br/><br/>

João Vaz 22 de Julho de 2012 às 01:00

A situação está muito difícil. O Estado, comprovadamente insustentável, está em dieta vigiada por causa do acumular de défices. Não há condições para o pôr a pagar a uns para abrirem um buraco e a outros para o fecharem, à maneira de Keynes dos anos 30. O resfolegar do Estado deixou sem ar a iniciativa privada e arrastou uma devastação no emprego. E a repartição do trabalho também mudou. Não temos mais um Império para nos encher os cofres. Há que viver com o que o rectângulo dá.

Este ano, o desemprego e a quebra de rendimentos deixaram muitos sem férias. E outros sem cabeça para fazerem planos. Ninguém se sentirá realmente a descansar quando não sabe o que mais lhe vai tirar o Orçamento do Estado do próximo ano e, em alguns casos dramáticos, se continuará a ter emprego depois das férias.

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