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Correio da Manhã

Opinião
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6 de Agosto de 2006 às 00:00
Recordei a parábola, ao ouvir uma tirada recente de Fidel Castro, explicando que a revolução só podia ser destruída por dentro, e se os cubanos o quisessem.
Com a sua saúde feita (ironicamente) “segredo de Estado”, e o timoneiro suplente (ainda) ausente, pode o companheiro-em-chefe ver a obra das massas desmontada pelas mesmas?
O bombardeamento da exilada rádio e TV Marti, usando velhas tácticas soviéticas e cubanas de agitação e propaganda, sugere que sim. Um líder externo apela ao “patriotismo das forças armadas”, a irmã inimiga de Fidel sugere que o regime chegou ao fim, e Condoleezza Rice oferece um ramo de oliveira a uma “transição pacífica”. Será desta? Duvido.
ERROS E MISSÕES
Seguindo os conselhos dos críticos, e colhendo os frutos do chamado ‘Projecto Yatah’ (sobre operações de baixa intensidade em meio urbano), o contestado chefe de Estado Maior israelita, Dan Halutz (que fora, significativamente, o comandante da aviação), decidiu começar a usar mais incursões terrestres.
Com todos os riscos para os soldados empenhados (lembremos Setembro de 1997), só aquelas permitem distinguir combatentes e civis, e dissipar a ideia de que a ‘Operação Mudança de Direcção’ é um mero exercício de cega destruição aérea.
Claro que as acções de comandos, como o batalhão Egoz em Baalbek, em busca de uma ligação crucial entre o Hezbollah e o Irão, Mohamad Yazbek, ou o mítico ‘Shai 13’ em Taibe (Tiro), procurando mísseis de longo alcance, precisam de excelentes informações no terreno.
Informações, e não meros rumores, como a indicação de que o ‘Partido de Deus’ recebera 16 mísseis Zelzal 3, com 400 quilómetros de alcance, capazes de atacar a central nuclear de Daimona.
- Na crise do Médio Oriente, pode dizer-se que a Europa tem mais olhos que Barroso. França, Espanha, Itália, Turquia, possuem iniciativas próprias, Blair quer “repensar um eixo de moderação” (words, words, words), e o quixotesco Só-lana fica a falar só-zinho. Super-poder, ou o rato que ruge?
- Chama-se, no jargão astrofísico, Oph 1622. A muitos anos de distância das constelações mais remotas, é um local de nascimento cósmico. Foi aí que os cientistas descobriram dois ‘planemos’ (meio estrelas, meio planetas), gémeos, girando em torno um do outro. Não sabemos o que não sabemos.
- A subida das taxas de juro do BCE aumenta a ansiedade das famílias europeias (sobretudo inglesas e meridionais), atoladas em dívidas. Onde vamos parar?
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