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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Março de 2005 às 00:00
Ainda assim, é impressionante assistir aqui em Itália, a Itália da indústria do luxo, de Armani, Valentino, Ferre e todos os outros, como se mostra preocupada com as importações da China. E como alguns dos seus empresários pedem protecção para os seus produtos e os sindicatos para os seus trabalhadores.
Mas há, no meio disto, um debate interessante sobre o nacionalismo económico, no fundo, se é possível perceber que a globalização é irreversível e mesmo assim defender que temos de pôr outra vez cancelas nalgumas fronteiras.
E esquecer, no meio disto, que o impressionante crescimento económico chinês – que ainda por cima não percebemos se é comunista ou capitalista – conseguiu tirar da pobreza milhões e milhões de chineses.
Nestes novos caminhos da política e da economia, Luciano Benetton tem razão: “Não podemos impedir a China de enriquecer, nem seria justo. Os italianos também ainda não ganham como os alemães. Temos, sim, de encontrar novas formas de ser competitivos. Até porque a China a crescer assim é uma oportunidade se quisermos tirar também proveito dela. Não se pode é dormir neste mundo competitivo”.
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