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Correio da Manhã

Opinião
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Luciano Amaral

Filosofia política

A política portuguesa entrou na sua fase wittgensteiniana. Veja-se Passos Coelho, que diz não querer pedir mais tempo para cumprir o acordado com a troika no mesmo exacto instante em que pede mais tempo para cumprir o acordado com a troika. <br/><br/>

Luciano Amaral 1 de Março de 2013 às 01:00

Wittgenstein dizia que só se consegue pensar aquilo que se consegue dizer e escrever. Se não se consegue, é como se se não existisse. Se Passos diz que não existe, é porque não existe, embora todos saibamos que existe. Complicado? Sim, mas quem disse que Wittgenstein e seus discípulos (como Coelho) eram autores fáceis? Não se julgue, porém, que é só o Governo. Lembre-se a grande polémica, a problemática linguística "presidentes ‘de' câmara vs. presidentes ‘da' câmara". Wittgenstein dizia que os problemas da filosofia são problemas de linguagem. O mesmo se passa na política : não importa o "espírito da lei", mas a contracção da partícula com o artigo. Pode perguntar-se: isto é o "país ‘da' anedota" ou um "país ‘de' anedota"? Talvez a questão seja outra: será isto um país?

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