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Correio da Manhã

Opinião
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6 de Setembro de 2013 às 01:00

Entre 2000 e 2002 servi como Secretário de Estado da Administração Interna com a tutela do então Serviço Nacional de Bombeiros (SNB). Conheço a complexidade dos fatores que conduzem aos fogos florestais. Tenho elevada consideração pelo trabalho dos nossos soldados da paz.

Nos fogos florestais os anos piores são aqueles em que às condições estruturais desfavoráveis (clima, povoamento, gestão das matas) se juntam erros conjunturais. Este ano o Governo "poupou" na prevenção e no dispositivo de combate e isso saiu caro aos Bombeiros, ao País e às populações. Sentiu-se também a falta de coordenação dos meios disponíveis que cabia aos Governadores Civis. Poupou-se com a sua extinção. Pagou-se cara a sua ausência.

É importante que o País possa extrair lições e melhorar as práticas. A decisão da Assembleia da República, na sequência duma proposta do Grupo Parlamentar do PS, de promover um debate sereno e alargado sobre os fogos florestais é um passo importante e que denota maioridade institucional e política. O "vento" tem soprado a desfavor. Temos todos de o saber mudar.

Carlos Zorrinho fogo bombeiros meios incêndios
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