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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

Foi só um pesadelo

Num país distante, há muitos, muitos anos, governo, Presidente e o maior partido da oposição seguiram a linha política X para resolver os problemas nacionais. Mas essas medidas só criaram mais dificuldades.

Joana Amaral Dias 9 de Abril de 2011 às 00:30

 Ainda assim, o governo queria mais X. Já o Presidente declarou que, afinal, essa linha estava errada pois havia limites para os sacrifícios impostos aos cidadãos. Solução? Pedir intervenção internacional, nada mais, nada menos do que a linha política X + X.

O maior partido da oposição também achou que a população não aguentava mais X porque "mais X" não era "suficientemente X". O governo caiu. A intervenção X+X acabou por ser chamada. Nessa longínqua pátria, o governo, que fora criticado por tentar adoptar mais X sem dialogar, foi depois aplaudido por pedir X+X sem dialogar. O executivo, que afiançara ser bom governar com X mas inadmissível com X+X, jurou então que queria ganhar eleições para governar com X+X. Deste modo, um mês antes do escrutínio, o destino do país estava decidido. Governo e maior partido da oposição apresentaram-se a eleições discutindo apenas quem tinha a responsabilidade de X e a de X+X, embora ambos a tivessem, claro. E não mais se lembraram das consequências dessa cruz em cima dos cidadãos. Muito menos do restante alfabeto.

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