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Correio da Manhã

Opinião
28 de Setembro de 2003 às 00:00
Tenha-se em conta que os EUA estão com um défice muito grande. A queda da moeda norte-americana deve-se ao respectivo défice orçamental. Razão por que o euro, na semana passada, chegou a valer 1,15 dólares.
Como o governo dos EUA precisa de se financiar, emite mais obrigações, as quais têm tido uma grande desvalorização. As pessoas não sabem o que hão-de fazer ao dinheiro, e vão para o ouro, instrumento de refúgio que se tem valorizado.
Onde pode ganhar-se um pouco é na dívida pública europeia, pois há o compromisso de contenção.
Estou mais optimista, a longo prazo, quanto à China, que, em termos económicos e velocidade de desenvolvimento, vai ser líder.
Assim, um bom instrumento são fundos de investimento que têm a Ásia emergente, não tanto a Ásia japonesa.
Para a inexistência da conjuntura clara de recuperação, contribui o petróleo, cujo preço aumentou. E a decisão da OPEP de se produzirem menos 900 mil barris por dia vai dificultar ainda mais a retoma.
O Iraque, o segundo país em reservas, tinha o objectivo de produzir, diariamente, três milhões de barris e, eventualmente, cinco milhões. Mas o responsável do petróleo iraquiano manifestou-se em sintonia com a decisão da OPEP.
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