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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Maio de 2005 às 00:00
Outrora apelidados de ‘futuristas’, os Duran Duran regressam a Portugal num momento de popularidade que poucos julgariam possível. Na bagagem trazem um novo álbum, ‘Astronaut’ (2004), mas, apesar do belo embrulho com que chegou ao mercado, nada acrescenta ao legado da banda. Ainda que construído pela mítica formação comandada por Simon LeBon, ‘Astronaut’ fica a anos-luz daquilo a que os Duran Duran nos habituaram, que é como quem diz, canções pop com cabeça, tronco e refrões ‘orelhudos’.
Na verdade, o novo disco (e consequente regresso assumido às lides) só foi possível depois dos bons resultados obtidos pela ‘box’ (‘Singles 81-85’) lançada em 2003 para celebrar os 25 anos do grupo. Por outras palavras, ‘Astronaut’ não corresponde a um novo fulgor criativo de LeBon e pares, antes reflectindo a tentação de voltar a explorar um filão que, surpresa, se julgava esquecido. Por paradoxal que possa parecer, os Duran Duran são hoje uns ‘futuristas’ nostálgicos.
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