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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Garantias semânticas

A despesa pública, quer da administração central, quer das autarquias, absorve quase metade da riqueza produzida no País.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 18 de Junho de 2007 às 00:00
Este facto explica parte do poder do Estado, mas no Norte da Europa há países onde a despesa pública é superior e onde há uma sociedade civil l interventiva e livre.
Em Portugal, após três décadas de constituição democrática, ainda há pessoas importantes e ricas que têm medo de assumir divergências com o poder, como se viu entre os financiadores do estudo da CIP para encontrar uma solução alternativa para o novo aeroporto.
Há o receio de perder um negócio, um concurso público, uma autorização administrativa, ou teme-se inspecções mais duras. Mesmo que seja apenas receio infundado, este medo revela que em Portugal ainda há um défice de cidadania e que os direitos e garantias da sociedade democrática que a Constituição prevê não passam de pura semântica.
O outro lado deste peso do Estado vê-se no financiamento partidário. Nas contas do 2004 o PS, quando estava na oposição, fez uma provisão para rescindir contratos com funcionários. Entretanto, em 2005 foi para o Governo e esse problema desapareceu. O CDS, quando esteve no Executivo, conseguiu aumentar exponencialmente as suas receitas. Está provado: Jacinto Leite Capelo Rego e outros beneméritos preferem financiar quem está no poder. Já se sabe porquê.
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