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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Gasolina no fogo

Os números da inflação mostram uma degradação acentuada do poder de compra dos portugueses. As duas centrais sindicais apressaram-se a pedir aumentos intercalares. Sócrates não vai conseguir cumprir a promessa de aumentar o poder de compra dos funcionários públicos – e se tentasse cometeria um grave erro.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 20 de Julho de 2008 às 00:30

Um aumento intercalar dos funcionários e dos reformados para atenuar a crise seria uma medida simpática, mas desastrosa para as finanças públicas. Era deitar gasolina no fogo. A generalidade das empresas também não pode pagar mais. Mas quando um patrão aumenta os colaboradores em tempo de crise é uma boa notícia. Foi o que fez Francisco Pinto Balsemão na Impresa, que aprovou um acréscimo de 5% a quem ganha até 1500 euros brutos.

- Teixeira dos Santos conseguiu a proeza de baixar o défice orçamental, mas a crise não permite consolidar essa vitória. Por cada ponto a menos no crescimento do PIB o Estado perde um terço desse valor em receitas fiscais.

- As grandes empresas vão declarar os prejuízos na Bolsa e o Estado perde milhões em IRC.

- Por dia os portugueses gastam mais 43 milhões de euros do que o que produzem. Os números são do Banco de Portugal e é a isto que se chama viver acima das possibilidades.

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