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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Janeiro de 2007 às 00:00
Esta “mulher selvagem”, como lhe chamava ontem o título da notícia no CM, voltou a ser “primitiva” porque, fora do seu ambiente natural, não pôde desenvolver as capacidades fundamentais do ser humano. A interacção entre a genética e o meio parece cada vez mais demonstrada e é o que nos faz ser realmente humanos e quando desaparece o ambiente cultural, substituímos as nossas capacidades por outras, mais adaptadas aos problemas que nos são colocados. E, esta mulher, de nome Rochom, mostra como é impossível o mito do regresso à natureza, porque se não é a natureza que domina o Homem e perde-se a Humanidade. E ainda que não há razão sem emoção e não há emoção sem o contacto com os outros homens.
O que nos faz humanos é o corpo mais o espírito, é a genética mais o meio, é desenvolver as capacidades que temos e também compará-las com as dos outros para escolher entre o bem e o mal. É, no fundo, competição para procurar as melhores soluções para cada problema.
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