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Correio da Manhã

Opinião
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4 de Novembro de 2003 às 00:00
Apropósito do jogo com o Nacional da Madeira, José Mourinho lamentou há dias que a equipa adversária não tivesse jogado futebol e tivesse optado pelo antijogo, o que retira sempre qualidade ao espectáculo. E acrescentou com a habitual agressividade: "E não me venham com a desculpa da equipa pequena pois já treinei uma equipa pequena e sempre recusei jogar assim!" É verdade e é até uma queixa frequente dos responsáveis dos "grandes" e das equipas melhores e mais apetrechadas. Não há, de facto, espectáculo de futebol que se aguente com um dos contendores a fazer antifutebol e a recusar-se a jogar por todos os meios, diga-se que, quase sempre, com a cumplicidade dos árbitros. Numa altura em que se decide ao mais alto nível a tímida proposta de redução de 18 para 16 clubes na SuperLiga (que só será rentável com dez ou 12), esta questão adquire especial relevância. As assistências não param de descer, os clubes têm uma exploração deficitária e estão todos falidos. Os grandes e os pequenos.
Mas esta 10.ª jornada veio confirmar que entre os seis a oito proscritos que ninguém vai ter coragem de impor não estão "equipas pequenas" como o Beira-Mar, que, mesmo com dez por cento da folha de salários dos "grandes", foi capaz de montar uma equipa que lhes ganha. E que, mesmo tendo perdido entre outros o seu presumível melhor jogador (Ricardo Sousa), é possível, com desconhecidos e brasileiros de 3.ª apanha, fazer a verdadeira equipa-sensação da prova. O que é, pelo menos, intrigante…
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