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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco J. Gonçalves

Guerra anunciada

Como diz o povo, ‘pela boca morre o peixe’.

Francisco J. Gonçalves 28 de Agosto de 2013 às 01:00

A máxima assenta bem a Barack Obama e à afirmação de que as armas químicas seriam "a linha vermelha" que os EUA não permitiriam que Bashar al-Assad cruzasse.

Na verdade, a linha foi cruzada na primavera, mas só agora, ante o massacre de mais de mil civis, é que a indignação internacional escalou e exige apaziguamento.

Embora justificada, a revolta contra Assad peca por simplismo, pois dá como resolvida a eterna questão: de que lado está o bem numa guerra? No caso da Síria, o regime de Assad é ignóbil, mas a chamada oposição é uma manta rota de grupos com méritos duvidosos.

A Síria não é o Afeganistão, o Iraque ou a Líbia, por uma só razão: é pior. Ainda que fosse comparável, os resultados das campanhas anteriores deveriam bastar para tirar ilusões sobre intervenções militares curtas e desacompanhadas do necessário arsenal de manutenção de paz e reconstrução que ninguém está disposto a financiar.

Mas, depois do que disse, Obama está forçado a intervir. Pacifistas e belicistas uniram forças até agora para o condenar pela inação, mas em breve usarão palavras duras para denunciar a nova guerra dos EUA e os seus ‘danos colaterais’.

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