Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
3
4 de Abril de 2003 às 00:00
SIM
Quando em 1998, Saddam Hussein ‘expulsou’ os inspectores do Iraque, aqueles já tinham afirmando claramente que o regime continuava a ‘apostar’ no desenvolvimento de armas químicas e biológicas. Altos responsáveis do regime não se coibiram de ‘confessar’ que, de facto, o país dispunha de alta tecnologia militar. No regresso, os homens da ONU afirmaram ter encontrado índicios mas o seu trabalho ficou a meio. Até agora nada foi encontrado no imenso Iraque, até porque, Saddam sabe que ‘não pode’ utilizar arsenais perigosos sob pena de perder a vitória que já conseguiu: colocar a opinião pública mundial ao seu lado.
Lurdes Mestre - Editora de Mundo

NÃO
Com o avanço das tropas da coligação, é natural que, se Saddam tivesse armas de destruição maciça, já as tivesse utilizado. Não ia esperar que os americanos chegassem a Bagdad para utilizar o arsenal que poderia adiar a derrota. Já em 1991 a capacidade militar iraquiana foi sobrevalorizada. Desta vez, nem sequer teve meios para atacar Israel, numa tentativa de envolver outros países. O próprio presidente Bush foi abandonando a teoria das armas. O problema, agora, é como justificar a invasão...
Paulo João Santos - Editor de Sociedade
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)