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Correio da Manhã

Opinião
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22 de Outubro de 2006 às 00:00
A Europa importa da Rússia, da abundante Rússia, mais de 25% do petróleo e gás de que precisa. Muitas empresas da União, que querem explorar esse mercado eslavo e usar os seus oleodutos para transportar o produto que extraem, dificilmente rompem a burocracia, os regulamentos, as barreiras e vírgulas políticas. Fez assim sentido manter uma cimeira ‘bilateral’ (imaginando que as nações europeias são os Estados Unidos, sendo certo que o Kremlin fala por todas as repúblicas russas) sobre o assunto, na Finlândia.
A UE pediu à Rússia que aderisse ao tratado de 1991, sobre a ‘Carta da Energia’, e instituísse princípios de “livre acesso”, “transparência”, recurso equitativo aos tribunais, “livre concorrência” e o resto da cartilha justicialista que conhecemos. Putin, injustamente acusado de contar piadas de mau gosto sobre a ‘energia’ do desgraçado presidente israelita, foi explicando que sim, mas...
A verdade é que, dentro da própria Europa (veja-se o caso espanhol), o mercado do sector não é ‘livre’. Para alguns, felizmente: esta é uma das áreas onde, muito provavelmente, os estados serão obrigados a pagar a factura, em nome dos mais desprotegidos. O que quer dizer que, em certos países, os mais ricos precisarão de custear a factura dos mais pobres.
Há ‘injustiças’ bem piores. Outra questão, diferente mas relacionada, é a da necessidade de poupança, inteligência no consumo e aposta nas energias renováveis. Da electricidade à água, bens essencialíssimos, a escassez natural de recursos provocará as próximas disputas. Ou conflitos. Ou guerras.
O GIGANTE CALCULA
Lemuel Gulliver, antigo cirurgião, depois comandante de muitos navios, chegou a Lilliput, mas tem problemas. A verdade é que os nativos estão (irremediavelmente, generais Abizaid e Casey?) irrequietos. O problema menor é o conflito com os vizinhos de Blefuscu. Entretanto, o gigante precisa de se organizar em casa, onde haverá eleições, precisamente no dia 7 de Novembro. As duas câmaras (ou só uma) podem mudar de mãos, dizem os analistas. E depois será outra novela.
A última é a BaE, inglesíssima: empresas de armamento, da Europa à Ásia, continuam investigadas por pagamentos ilícitos. Os negócios das arábias possuem um preço. Sujo e secreto, até que...
O bacalhau está ou não a morrer? Segundo os pescadores escoceses, que perdem trabalho e futuro, não. Mas para a União Europeia, o CIEM, o FVS e outras organizações, ou se banem as pescas da espécie, ou ela não voltará a existir.
Felizmente há uma maioria humana na Humanidade. Segundo um estudo de opinião britânico, elaborado pela Globescan e PIPA, em países de todos os continentes, apenas 29% dos cidadãos do Mundo apoia ‘algumas formas’ de tortura.
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