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Correio da Manhã

Opinião
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João Pereira Coutinho

Guerras perdidas

Pedro Passos Coelho tinha uma missão em 2010 para ganhar em 2011: unir o PSD, não perturbar a caminhada do Presidente para a reeleição e deixar que o governo Sócrates fosse caindo aos trambolhões com a crise. Passos Coelho dá mostras de falhar o plano. A sua ‘revisão constitucional’, estimável na teoria, foi estilhaçando cada uma das prioridades.

João Pereira Coutinho 23 de Julho de 2010 às 00:30

O PSD, unido nos últimos meses, lá começou a vociferar pelos cantos. O Presidente da República, à distância, também já deu a entender que não gosta do novo estatuto que a revisão lhe reserva. O que se compreende: de que vale demitir livremente o governo quando se fica refém de moções de censura construtivas? E o PS, remetido ao sarcófago, ganhou novo oxigénio com a rábula do Estado Social sob ataque.

Não vale a pena lembrar que o Estado Social, na sua presente encarnação, é um cadáver sem futuro; e que, na prática, a gratuidade do sistema não passa hoje de uma falácia. A histeria abafou a racionalidade e, sem entendimento alargado com o PS, a revisão constitucional de Passos é uma guerra inútil e invencível. Que só o derrota a ele.

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