Há limites...

Há limites...

Já mais de uma vez tive oportunidade de dizer que Sócrates se revelou um dos mais eficazes governantes que Portugal teve.
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12.06.10
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Há limites...

Reafirmo-o hoje com toda a convicção, fazendo-lhe a justiça de sublinhar que, apesar da crise, foram realizadas em Portugal reformas importantes que estão a dar os seus frutos. A reforma na segurança social, na saúde, na educação, na administração pública, na justiça, etc., estas últimas executadas em parte pela contestação que geraram, mostram, a quem estiver de boa-fé, que o Governo teve propósitos muito claros e determinados para modernizar Portugal, pondo fim a décadas de promessas não cumpridas de governos anteriores.

Por outro lado, o comportamento do Governo, em especial do Ministro das Finanças, durante as recentes crises foi, sem dúvida, de grande importância, ao minorar num plano bem urdido as dificuldades das vítimas da crise (em particular os desempregados), sem deixar que o País paralisasse.

Os empresários são as grandes testemunhas desse trabalho e sentiram o apoio do Governo e o estímulo do Estado para prosseguirem a sua tarefa de dinamização dos mercados. Todos vimos Sócrates nos vários países onde se abriram oportunidades aos empreendedores portugueses, a correr para lá e a conseguir acordos que, em regra, se revelaram bastante interessantes.

Pois bem, quando vejo a ingratidão dos sectores políticos anacrónicos e trauliteiros da sociedade portuguesa (não fazem nem deixam fazer) no seu folclore habitual, quando observo vaias organizadas pelos partidos de esquerda à chegada do Primeiro-ministro às cerimónias do 10 de Junho, quando leio em cartazes "o roubo dos salários" dos portugueses mais desfavorecidos, quando ouço o Presidente da República dizer (com grande repercussão negativa fora do País) que "Portugal chegou a uma situação insustentável", espalhando pessimismo por todo o lado, a única coisa que me apetece dizer é: demita-se Senhor Primeiro-ministro. Chega. Entregue ao Presidente da República a responsabilidade de solucionar a crise que estamos a viver e de escolher quem faça melhor.

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