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Correio da Manhã

Opinião
11 de Março de 2011 às 00:30

Não me interessa porque o fez só agora (e nunca fui fã). Já o devia ter feito sim, mas fê-lo agora, numa altura em que Portugal caminha para a bancarrota, em que a oposição se combate estupidamente entre si com moções de censura apenas para marcar posição, sem qualquer efeito prático, aliás com medo até desse efeito, o de derrubar o Governo. E o País está refém não do PS, mas de um só homem, Sócrates, que não é demitido, e não sai pelo seu pé. Ele sabe que no dia em que deixar de ter poder "o céu pode cair-lhe em cima da cabeça". São muitos rabos de palha! O discurso do Presidente, ao fazer uma declaração de guerra ao Governo (a Sócrates), faz também uma aliança com o povo e dá-lhe o aval para toda a série de protestos que aí vierem. Cavaco pretende assim que se criem condições sociais e políticas para que o Governo caia. De maduro!

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