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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Setembro de 2011 às 01:00

 

Então, pergunta o leitor, por que razão aumenta o desemprego? Porque as empresas criadas têm um volume de postos de trabalho bastante inferior ao das que encerram. Não é por acaso que o nosso tecido empresarial é constituído por unidades cada vez mais pequenas, ou, se preferirmos, com cada vez menor número de trabalhadores.

O que poderá, então, fazer inverter a tendência de crescimento da taxa de desemprego? Três dificílimas questões: 1 - retomar o financiamento da economia; 2 - restabelecer a confiança; 3 - desburocratizar o Estado. Começo pela terceira.

O Estado Português continua a ser bloqueador e atrapalhador da actividade económica, ou seja, continua a ser inimigo das empresas. A teia burocrática, no nosso país, é assustadora e, como tal, um convite para que nada se faça.

É preciso simplificar, mas simplificar efectivamente e não apenas anunciar "simplexes" e manter tudo como dantes.

Em segundo lugar, o País precisa de confiança. E como é que isso se faz? Tornando a Justiça célere e fazendo, por exemplo, com que as dívidas do Estado às empresas não sejam diferentes das dívidas das empresas ao Estado. Ou seja, se uma empresa dever dez cêntimos ao Estado e se atrasar, é multada e paga juros; se o Estado dever dez euros a uma empresa e se atrasar, nada acontece.

Finalmente, a questão mais premente: o financiamento da economia. Não é possível desenvolvimento económico sem financiamento, ou seja, sem verdadeiras linhas de crédito. Se os bancos continuarem a dificultar o crédito às empresas, não haverá crescimento. Haja crédito.

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