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Correio da Manhã

Opinião
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22 de Fevereiro de 2009 às 00:00

Passam poucos minutos das três de uma tarde gloriosa. Saio para a rua com a encomenda que fui buscar. Das poucas pessoas que caminham calmamente sobre o passeio, reparo que as mulheres estão especialmente bonitas. Hoje, o Sol brilhante no céu aberto que nos tem abençoado nos últimos dias faz um tempo mais quente do que tem sido costume, para além de agradável.

Vêem--se t-shirts com frequência, e faz sentido. Hoje, pelo menos. Está bom para passear e é isso que o silêncio sorridente daqueles com que nos cruzamos na rua parece querer dizer, alegrando as caras que deixaram de estar fechadas por um bocado: 'Isto hoje está doce, né?'. 'Está, pois.' Ligo à minha namorada desafiando-a para abandonar o trabalho e vir ter comigo. Claro que a minha proposta cai em saco roto, mas não custou tentar. Nos meses de Verão terei pouco tempo para ir à praia ou fruir do Sol e, ao contrário de toda a gente, nos fins-de-semana, o trabalho acumular-se-á: pelo menos assim o espero.

Tenho tempo para um café na esplanada da praça. O coração bate forte e não me apetece vir para casa mas tenho um texto para entregar. O tempo voa e com ele o calor. Mesmo que amanhã esteja menos bom, hoje já deu para recarregar uma boa dose de ânimo. É espantoso como às vezes pode ser assim tão simples.

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