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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

Hora zero de Manuela

A nova líder do PSD não abriu o jogo sobre os caminhos que pretende seguir na oposição a Sócrates. Fechou o congresso com um discurso em que lançou algumas ideias – Serviço Nacional de Saúde, impostos, investimento público e pobreza –, de onde se percebe que irá extrair medidas mais concretas dirigidas à classe média.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 23 de Junho de 2008 às 00:30

Como seria previsível, a classe média é o grande alfobre de votos a que Manuela Ferreira Leite se dirige e ontem não foi na onda dos que lhe pedem a clarificação do projecto. Teve um ponto fraco que deverá ser explorado nos próximos dias pelos seus adversários: questionou a dimensão do investimento público mas não disse do que desistia. Do aeroporto? Do TGV?

Todavia, no essencial, o PSD saiu reforçado destas eleições, com uma nova equipa, experiente mas também refrescada com as entradas de Paulo Rangel, Sofia Galvão e Paulo Mota Pinto (um quadro de grande valia), com um discurso mais afinado. Com uma coisa Sócrates pode contar: se em Menezes sobrava a sensação de que jamais lá chegaria – sem discurso, sem equipa, sem ideias credíveis –, agora o PSD está colocado num carril que o pode levar de novo ao poder. Sócrates ainda depende apenas de si próprio mas a máquina social-democrata está mesmo mais posicionada.

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