Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Icebergue de dívidas

Para as famílias que têm crédito à habitação, o dinheiro nunca esteve tão barato. As empresas pagam um prémio de risco maior, mas depois do caos que se seguiu ao colapso financeiro da Lehman Brothers os mercados voltaram a alguma normalidade e, graças à Euribor baixa, as firmas que têm mercado e conseguem cobrar pelos seus produtos também têm acesso a taxas de juro acessíveis. <br/><br/>

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 3 de Agosto de 2009 às 00:30

Os bancos são vítimas da paralisação da actividade económica, especialmente da iniciativa privada. As empresas e famílias deixaram de investir, os seus fornecedores não vendem nem facturam, e por isso não conseguem pagar as contas. Este ciclo depressivo criou um icebergue de calotes, que já se notam nas contas da Banca.

Os resultados dos quatro maiores bancos privados nacionais (BES, BCP, BPI e Santander Totta) foram positivos, mas as provisões para o crédito malparado tiveram um impacto negativo. Estas quatro instituições reforçaram em 660 milhões de euros as provisões. O Banco de Portugal revelou que as empresas somam mais de 4,1 mil milhões de euros de malparado.

Da parte das famílias, o montante de cobrança duvidosa já chega aos 3,5 mil milhões. Quando os juros subirem, e isso será em 2010 ou 2011, este icebergue de calotes vai aumentar e pode afundar algum gigante.

 

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)