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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

José Rodrigues

IgNobel da Economia

Nunca uma proposta de Orçamento de Estado provocou reacções tão exacerbadas como aquela que foi revelada ao país na semana finda, em jeito de ‘ensaio-a-ver-se- pega’.

José Rodrigues 15 de Outubro de 2012 às 01:00

De repente, parecia ter sido aberto um concurso para apurar quem classificava mais criativamente o documento, cuja versão final vamos conhecer hoje. Proferidas por protagonistas diversos, surgiram expressões como "bomba fiscal", "terrorismo fiscal", "marretada fiscal", "assalto colossal", "massacre", "sismo", ou "saque", mas a palma coube a Bagão Félix e a António José Seguro, com os seus "napalm fiscal" e "bomba atómica fiscal"…

Embora as imagens possam parecer excessivas, a verdade é que o impacto económico e social das medidas será tremendo, ainda que elas possam, como se espera, ser mitigadas em alguns aspectos. Mas o pior é a convicção generalizada de que todo este esforço será em vão.

O próprio FMI, num ‘mea culpa’ que no entanto não teve consequências, admitiu a ineficácia da terapia agressiva de austeridade, que, como já foi suficientemente provado, é uma cura que mata. Um absurdo que justificaria a nomeação dos autores da catastrófica receita para um IgNobel da Economia…

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