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Correio da Manhã

Opinião
21 de Agosto de 2004 às 00:00
O inquérito ao incidente dirá mais tarde quem ou o quê esteve na origem da iminência do choque que felizmente não acabou em tragédia. Para já, o que aconteceu suscita reflexões que devemos levar a sério para defesa do valor inigualável que é a vida.
Antes de tudo, a confiança na competência profissional. Ser piloto de aviação é um trabalho fascinante, mas superexigente. A sua selectividade e formação desfazem muitos sonhos lindos. Ainda bem. Ontem no instante decisivo, o piloto de serviço não perdeu um segundo, nem falhou a manobra. Garantiu a vida a 133 passageiros e à restante tripulação. Deu mais confiança a quem utilizar o transporte aéreo.
A guerra difícil é a da prevenção. Há demonstrações, avisos e luzinhas de alerta, mas ainda assim sobeja quem não ligue às normas de segurança e não tenha pachorra para apertar o cinto num avião quando tal lhe é solicitado. A prevaricação e a negligência saem caras em caso de emergência. Os ferimentos ligeiros nas Lajes eram bem evitáveis. E muito mais se evitaria se fossemos todos profissionais da prevenção.
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