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Correio da Manhã

Opinião
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20 de Agosto de 2012 às 01:00

2. Diz-se agora que o discurso de Passos Coelho tornou inevitável o voto contra do PS no próximo Orçamento. Grande mistificação. Desde logo, porque o primeiro-ministro não teve qualquer palavra de afronta ou provocação ao PS. Depois, porque há muito que o líder do PS, no seu íntimo, decidiu chumbar o próximo Orçamento, tenha ele o conteúdo que tiver. Pelo menos até às autárquicas de 2013, Seguro não quer ondas internas, só pensa nos votos e na sua sobrevivência política. Tudo o resto, do País ao Orçamento, é-lhe secundário. Esta é a mais pura das verdades. Deixemo-nos de fingimentos.

3. O líder do PS diz que é solidário com o resgate que Portugal pediu para, logo a seguir, discordar de todas as medidas anunciadas para cumprir as metas do resgate. Contradição à parte, o que mais surpreende em tudo isto é o facto de os partidos da maioria não questionarem o líder do PS sobre quais são, então, e em concreto, as suas medidas alternativas. Será que PSD e CDS desaprenderam de fazer política? Ou é mera distracção? Em qualquer caso, convinha perceberem, antes que seja tarde, que uma coisa é ser-se sério (o que é bom) outra coisa é ser-se ingénuo (o que não é brilhante).

P.S.: Miguel Relvas disse: futebol em canal aberto só na RTP i e na RTP África. Fez bem. Impediu a RTP de pagar balúrdios e defendeu a lusofonia e a diáspora.

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