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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Setembro de 2002 às 23:54
Resumindo, temos: editoras que pensam sobretudo no lucro e não assumem responsabilidades, protegendo-se atrás de uma interpretação primária e regimental dos programas; um Ministério cujos serviços não se inquietam e, por isso, abdicam de exercer uma vigilância reguladora sobre um negócio de milhões; e, por último, professores que aprovam esses mesmo manuais obsoletos, deixando intactas para outras manifestações a sua reconhecida capacidade reivindicativa.

O resumo mais simpático que se pode fazer deste caso é apontá-lo como de incompetência generalizada. E, por via disso, muitos jovens em todo o País podem passar um ano a falar de escudos quando nunca mais na vida irão lidar com a defunta moeda. É triste. Resta acolher a promessa do Ministro David Justino de criar mecanismos de avaliação dos manuais, cumprir a lei e colocar ordem no negócio.

Quanto ao resto, só mais umas observações: o programa que rege os manuais de Introdução à Economia tem 12 anos e estes livros foram impressos em 1998/99, mas o euro foi ratificado na cimeira de Madrid (Dezembro de 1995), o Banco Central Europeu foi criado em 1 de Junho de 1998; a moeda existe fisicamente no nosso dia-a-dia obrigatoriamente desde 1 de Janeiro de 2002 e, por último, estes manuais foram reeditados recentemente, um deles em Julho...
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