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Correio da Manhã

Opinião
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18 de Junho de 2007 às 00:00
Não se esqueçam deles só por ter aparecido um incorruptível.
Conheci-o por causa do Convento dos Inglesinhos e ajudei a convencê-lo a que se candidatasse, em 2005, à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Do jardim do Convento dos Inglesinhos, bem patrimonial que defendeu encarniçadamente, nada ficou, foram rasas árvores centenárias, removido todo o coberto vegetal, ao arrepio de leis em vigor, com o beneplácito de um tribunal pusilânime, cuja sentença ladeou as referidas leis, autorizando a destruição de património do século XIX, dando lugar ao mais cavernoso estaleiro ocupando uma rua de um bairro antigo de Lisboa, a Rua Nova do Loureiro, no Bairro Alto, coração de Lisboa, a minha rua, o meu bairro, para onde solicito a visita dos lisboetas de boa vontade para que vejam com olhos limpos o que nenhum autarca de bem pode autorizar nesta nossa cidade.
Venham todos ver o que é uma pouca vergonha.
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