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Correio da Manhã

Opinião
17 de Outubro de 2006 às 00:00
Há treinadores que são ou têm uma imagem pública de frouxos ou de lidarem mal com a indisciplina. Uns pelo estilo ou pelo temperamento mais discreto, como Toni, Fernando Santos ou Jesualdo, outros por factos concretos, como António Oliveira, Peseiro ou até Queiroz.
Nos antípodas é evidente que técnicos como Mourinho ou Co Adriaanse não se prestam a gestos de indisciplina, seja onde for. Jesualdo passou esta jornada de um lado para o outro do espelho: ao intervalo do jogo com o Marítimo, por atitude incorrecta de Bosingwa com ele, no balneário, tirou-o imediatamente, substituindo-o por Ricardo Costa e suspendendo-o dos treinos.
Em vésperas de um jogo decisivo da Liga dos Campeões é a coragem que leva à ‘revisão’ do estatuto de frouxo e delicadinho. Foi pena que tivesse consentido aquele exibicionismo de Baía, aceitando discutir com ele (até lhe pôs familiarmente o braço por cima dos ombros), a decisão que acabara de tomar. Não sei porquê lembrei-me do Scolari.
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