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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Pereira Coutinho

Inês é morta

Não há nada mais triste do que chegar no fim da festa: quando os convidados já desandaram (ou desmaiaram) e só restam garrafas vazias sobre a mesa.

João Pereira Coutinho 12 de Abril de 2013 às 01:00

A declaração ao país do primeiro-ministro depois dos absurdos chumbos ao Orçamento faz lembrar esses foliões fora de horas: agora, disse Passos, não haverá aumento de impostos; os cortes serão feitos na despesa do Estado; e Portugal continuará a renegociar os prazos dos empréstimos. Agora. Com um milhão de desempregados. E uma carga fiscal que destroçou a economia interna. E com falhanços sucessivos no défice (o que teria aconselhado a metas muito mais alargadas). Em resumo, agora: com o país a cair aos trambolhões pelo abismo recessivo, uma queda que será agravada pela voragem com que as travessas serão rapadas. Agora é tarde, Inês é morta. O anúncio do primeiro--ministro devia ter sido o seu programa desde o início. Quando ainda existia um país.

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