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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

Inocência ou fuga VIP?

O desaparecimento de Madeleine McCann tornou-se um assunto inesgotável nos ângulos de análise, nos mistérios, nas perguntas sem resposta.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 10 de Setembro de 2007 às 00:00
Quanto à substância do caso não adianta dar palpites mas sobre a justiça portuguesa e o jornalismo há singelas coisas que não podemos deixar de questionar. Os McCann são arguidos, não são culpados. Presume-se a sua inocência e têm total liberdade de movimentos, mas isso resulta da avaliação dos factos que estão na investigação ou tão simplesmente de um atípico acordo do advogado destes com o procurador-geral da República? Um e outro reuniram mesmo antes dos interrogatórios? Se reuniram qual foi o conteúdo da conversa?
Aliás, face a tão descabelados ataques feitos à polícia e à justiça portuguesas por um jornalismo que se porta como mera extensão dos desígnios, mais ou menos ocultos, do Estado inglês, como podem o procurador-geral da República e o próprio Governo ficar calados? Como se pode desprezar tão olimpicamente o trabalho de pessoas que acreditam estar apenas e só a cumprir a sua obrigação?
Só com a demonstração que estas dúvidas são excessivas se poderá acreditar que aquilo a que assistimos ontem em directo pela televisão, ao melhor estilo dos funerais da princesa Diana, não foi uma fuga VIP, pela porta grande do aeroporto de Faro e da justiça portuguesa.
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