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Correio da Manhã

Opinião
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Francisco Moita Flores

Insegurança

A novela das Secretas parece não chegar ao fim. E é urgente que termine depressa para bem da própria segurança do Estado.

Francisco Moita Flores 7 de Agosto de 2011 às 00:30

Sobretudo quando no âmago desta guerrilha estão conflitos internos já antigos, habilmente aproveitados para o escândalo na praça pública, e com muitos tiros nos pés.

O governo não pode deixar apodrecer a situação durante muito mais tempo antes que o descrédito alastre e provoque mais danos, legislando com coragem, isto é, criando serviços de informações a sério sem os preconceitos freudianos de uma certa esquerda que ainda não matou o medo da polícia política. É preciso legislação coerente e reconstruir aquilo que ainda é possível do que esta guerra interna, com aproveitamento político ordinário, está a reduzir a cacos.

Talvez a especulação contra a dívida soberana do País não fosse aquilo que é se os serviços de informações funcionassem a outro nível de rigor e operacionalidade. Talvez tivéssemos maior controlo sobre putativos terroristas. Talvez tivéssemos maior segurança dos actos de pirataria económica contra o País. Talvez a credibilidade internacional dos Serviços fosse maior e permitisse melhor e maior informação. Faz falta outro comandante Serradas Duarte e outras cabeças que, como há trinta anos, contribuíram de forma decisiva para o fim do terrorismo em Portugal. Trabalho em vez da usura dos cargos. Dedicação em vez do golpe promocional pessoal. Enfim, uma reforma profunda que mude estatutos e atitudes. É urgente para salvar o País da situação gravíssima em que se encontra em todos os domínios.

Do outro lado, chegam as restrições, cortes e despromoções na PSP e apertar do cinto na GNR. Embora Miguel Macedo seja um político experimentado, capaz de fazer um bom lugar como ministro da Administração Interna (a que o Verão fresco tem ajudado), precisa de uma sensibilidade fora do vulgar quando gere cortes que atingem o trabalho de 50 mil homens, um exército, encarregado da nossa segurança. Se, de repente, surge um vendaval criminal, como aconteceu com a ‘Noite Branca’ no Porto, a população não quer saber de falta de dinheiro. Quer segurança. E aí, a motivação dos polícias tem de estar acima de qualquer falência. E o ministro tem de ajudar. Para bem dele e do País.

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