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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Novembro de 2002 às 15:48
Um C-130 transportou o grupo de 18 especialistas em armamento até ao Aeroporto Internacional Saddam, assim como uma carga de sensores, computadores e outro equipamento de alta-tecnologia.

A equipa inclui seis peritos nucleares da Agência Internacional da Energia Atómica, sediada na Áustria, em Viena, e 12 inspectores cuja missão é a busca de outras armas de destruição em massa.

Depois de um interregno de quatro anos, esta equipa vai iniciar uma série de inspecções-surpresa na quarta-feira de manhã, com uma visita a um local já visitado em 1990 e, eventualmente, às câmaras e outro material de vigilância deixado no terreno pelas anteriores inspecções.

Os especialistas têm o direito de visitar e verificar qualquer local, quando assim o decidirem e vão juntar no Iraque 300 químicos, biólogos, peritos em mísseis, engenheiros e médicos.

PROTESTOS DE BAGDAD

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Naji Sabri, enviou, entretanto, uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, afirmando que a resolução que orienta os inspectores pode dar a Washington um pretexto para atacar o país.

Sabri acrescenta que existe uma intenção premeditada contra o Iraque e que a resolução pode transformar “testemunhos imprecisos” em supostas justificações para os EUA desencadearem acções militares.

As inspecções realizadas até 1998 deram origem à destruição de grandes quantidades de armas químicas e biológicas, e de mísseis de longo alcance proibidos pelas Nações Unidas ao Iraque após a invasão do Koweit.
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