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Correio da Manhã

Opinião
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Leonardo Ralha

Intolerável tolerância

De quando em vez, fazem perguntas a um actor falhado com nome de personagem de Shakespeare. E Otelo Saraiva de Carvalho dá respostas tão cândidas que deveriam ser proibidas por lei, muito embora isso seja um mero detalhe pa-ra quem crê pairar acima dessas pequenezas.

Leonardo Ralha 11 de Novembro de 2011 às 01:00

Desta feita comentou o protesto castrense de amanhã e não se fez rogado: "Os militares têm um poder e uma força e não é em manifestações colectivas que devem pedir e exigir coisas."

Por esta altura o enredo era previsível, mas o "estratego do 25 de Abril" não se calou, partilhando a convicção de que "os militares têm a tendência para estabelecer um determinado limite à actuação da classe política". Ultrapassada tal barreira, Otelo garante que "bastam 800 homens" armados para derrubar um governo eleito.

Mas o principal responsável pela apologia de golpes contra qualquer regime que lhe desagrade nem sequer é o próprio Otelo. Pelo contrário, a culpa é de um País que acatou a vergonhosa amnistia que salvou os assassinos e mentores das matanças das FP-25 de Abril. E de uma democracia que, ao lado do seu curto tempo de vida, mantém uma intolerável tolerância pelos seus inimigos declarados.

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