Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
2
14 de Outubro de 2012 às 01:00

Dir-se-ia que o confronto podia ser inevitável, e daqui a alguns meses poderia concretizar-se.

O próprio refrescamento eleitoral a que Netanyahu deverá recorrer através de eleições no princípio de 2013 contribuiria para uma nova legitimação dos poderes do governo.

Julgo que toda essa panóplia traduz, acima de tudo, uma manobra pressionante sobre a escolha presidencial nos EUA.

Israel sabe que é importante para si "amarrar" o futuro presidente a determinadas opções sobre o Médio Oriente.

Nada melhor do que apresentar um cenário de pré-confrontação, para obter um registo correspondente do seu maior aliado, de modo a este ficar vinculado para o futuro.

O futuro de Israel não depende só de si, mas muito do apoio dos EUA.

Por isso, condicioná-lo, limitar as suas opções, é a manobra adequada para a defesa dos seus Interesses Nacionais expressos pelo seu actual Governo.

Quem pensa que uma Guerra irano-israelita está próxima, equivoca-se.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)